Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Donald Trump exige que Universidade de Harvard peça desculpas por “manifestações antissemitas”

A cobrança está ligada a protestos realizados por estudantes em apoio à Palestina

O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (15/4) que o presidente Donald Trump quer que a Universidade de Harvard peça desculpas por manifestações consideradas antissemitas ocorridas em seu campus. A cobrança está ligada a protestos realizados por estudantes em apoio à Palestina e contrários à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que marcaram o ambiente universitário ao longo de 2024.

Na segunda-feira (14/4), a Casa Branca anunciou a suspensão de mais de US$ 2,2 bilhões em recursos federais destinados à universidade, além do congelamento de um contrato anual de US$ 60 milhões. A decisão veio após Harvard rejeitar uma série de exigências do governo, entre elas o encerramento de programas voltados à diversidade, equidade e inclusão.

Durante uma entrevista, a porta-voz da presidência, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente considera a postura da universidade inaceitável e defende que Harvard “assuma responsabilidade e se desculpe” pelos casos de antissemitismo registrados entre seus alunos. Ela também questionou o uso de recursos públicos pela instituição, que possui um fundo patrimonial estimado em mais de US$ 50 bilhões.

Segundo Leavitt, o governo está reavaliando a isenção fiscal concedida à universidade, com a possibilidade de classificá-la como uma entidade política, o que poderia levar à taxação de seus recursos. “Harvard tem bilhões no banco e, ainda assim, continua recebendo verba pública. Isso preocupa muitos contribuintes”, declarou.

Na sexta-feira anterior (11/4), o governo enviou à universidade uma carta com diversas exigências. Entre elas, estão a adoção de critérios baseados apenas em mérito para contratações e admissões, a realização de auditorias com participação da comunidade acadêmica e a proibição do uso de máscaras durante protestos — medida vista como uma resposta direta às manifestações pró-Palestina.


Leia mais

Harvard recusa exigências políticas do governo dos EUA e tem repasses financeiros congelados

UEA e Universidade de Harvard iniciam curso com foco em saúde pública, em Manaus


As exigências fazem parte de uma iniciativa mais ampla do governo Trump para pressionar instituições de ensino superior a adotar uma linha política mais alinhada à sua administração. Harvard não é a única afetada: universidades como Columbia, Pensilvânia, Brown e Princeton também enfrentam cortes ou ameaças semelhantes.

O reitor interino de Harvard, Alan M. Garber, criticou a intervenção do governo e afirmou que a universidade não aceitará as condições impostas. Para ele, as medidas violam direitos garantidos pela Constituição dos EUA, especialmente a liberdade acadêmica e de expressão. “Não cabe a nenhum governo ditar o conteúdo dos cursos, os critérios de admissão ou as áreas de pesquisa de uma universidade privada”, declarou.

O Departamento de Educação confirmou o bloqueio de repasses após a recusa de Harvard. Em nota, afirmou que a postura da universidade demonstra uma cultura institucional que estaria em desacordo com as leis federais de direitos civis.

A reação à decisão foi imediata. Ex-alunos da universidade divulgaram uma carta aberta pedindo que Harvard resista judicialmente às pressões do governo. “A universidade reafirmou valores fundamentais ao recusar interferências ideológicas em sua gestão”, afirmou a ex-aluna Anurima Bhargava, uma das signatárias do documento.

[wpdevart_facebook_comment order_type="social" title_text_color="#000000" title_text_font_size="18" title_text_position="left" width="100%" bg_color="#d4d4d4" animation_effect="random" count_of_comments="2" ]
- Publicidade - [adrotate group="9"]

Mais lidas

“Vladimir, PARE”: Trump critica presidente da Rússia após novo ataque à Ucrânia

Em rara crítica ao colega russo, Donald Trump criticou Vladimir Putin por ataque que deixou 12 mortos e 90 feridos

Em último gesto, Papa Francisco doou 200 mil euros para ajudar prisioneiros na Itália

Segundo a mídia internacional, o Papa Francisco doou 200 mil euros antes de sua morte, na segunda-feira (21/4), para ajudar presos na Itália. O...

VÍDEO: Aluno mata colega e fere 3 pessoas em escola na França

Um estudante de uma escola matou um colega do ensino médio em Notre Dame de Toutes Aides, em Nantes, na França, nesta quinta-feira (24/4)....

VÍDEO: Ataque russo com mísseis deixa 9 mortos e inúmeros feridos em Kiev

Um ataque russo deixou 9 mortos na capital da Ucrânia, Kiev, e outras localidades do país nesta quinta-feira (24/4). Mais de 60 pessoas ficaram...
- Publicidade - [adrotate group="18"]
- Publicidade - [adrotate group="7"]
Leia também

“Vladimir, PARE”: Trump critica presidente da Rússia após novo ataque à Ucrânia

Em rara crítica ao colega russo, Donald Trump criticou Vladimir Putin por ataque que deixou 12 mortos e 90 feridos

Em último gesto, Papa Francisco doou 200 mil euros para ajudar prisioneiros na Itália

Segundo a mídia internacional, o Papa Francisco doou 200 mil euros antes de sua morte, na segunda-feira (21/4), para ajudar presos na Itália. O...

VÍDEO: Aluno mata colega e fere 3 pessoas em escola na França

Um estudante de uma escola matou um colega do ensino médio em Notre Dame de Toutes Aides, em Nantes, na França, nesta quinta-feira (24/4)....

VÍDEO: Ataque russo com mísseis deixa 9 mortos e inúmeros feridos em Kiev

Um ataque russo deixou 9 mortos na capital da Ucrânia, Kiev, e outras localidades do país nesta quinta-feira (24/4). Mais de 60 pessoas ficaram...

Quem é a freira que quebrou protocolo no funeral do Papa Francisco?

Uma freira chamou à atenção por quebrar o protocolo do Vaticano ao se aproximar do caixão do Papa Francisco, durante o velório na Basílica...

Dois cardeais da ala conservadora da Igreja Católica não participarão do Conclave

O grupo mais conservador da Igreja Católica sofreu um revés às vésperas do Conclave que elegerá o novo papa. Dois cardeais alinhados à ala...