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Google remove datas comemorativas mês do orgulho LGBTQ+ e dia dos povos indígenas do calendário

O Google fez alterações em seu serviço de calendário online e mobile, removendo a exibição de datas comemorativas como o Mês da História Negra e o Mês da História das Mulheres, além de outras celebrações culturais. A mudança, percebida por usuários e reportada pelo site The Verge, gerou debate nas redes sociais e páginas de suporte da empresa.

Anteriormente, o Google Agenda marcava o 1º de fevereiro como início do Mês da História Negra e o 1º de março como início do Mês da História das Mulheres, entre outras datas. No entanto, esses eventos não aparecem mais na versão de 2025 do calendário. Segundo um porta-voz do Google, a decisão foi tomada ainda em meados de 2024.

“Alguns anos atrás, a equipe do Calendário começou a adicionar manualmente um conjunto mais amplo de momentos culturais em vários países. Mas recebemos feedback de que outros eventos e países estavam faltando — e manter centenas de momentos manualmente e de forma consistente globalmente não era escalável ou sustentável”, explicou o representante da empresa em comunicado.


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Outras remoções e justificativas

Além das datas citadas, o Google também retirou do calendário eventos como:

  • 1º de junho – início do Mês do Orgulho LGBTQ+
  • 1º de novembro – primeiro dia do Mês dos Povos Indígenas

A justificativa oficial do Google para a mudança é que, a partir de agora, o Calendário exibirá apenas feriados públicos e comemorações nacionais fornecidas pelo site timeanddate.com, um serviço baseado na Noruega. Caso desejem, os usuários poderão adicionar manualmente eventos importantes para suas agendas.

Mudança no contexto político

A decisão de remover as datas comemorativas ocorre em um momento de reestruturação interna do Google, que recentemente alterou suas políticas de diversidade. A empresa vem reduzindo iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), seguindo uma tendência entre gigantes da tecnologia após a eleição do presidente Donald Trump.

Um dos primeiros atos de Trump ao assumir o cargo, em janeiro, foi assinar uma ordem executiva encerrando programas de DEI no governo federal, além de colocar em licença funcionários que supervisionavam essas iniciativas.

O Google também anunciou, no final de janeiro, que faria outras mudanças alinhadas à nova administração. A empresa informou que passaria a usar a denominação “Golfo da América” para o Golfo do México no Google Maps, conforme atualização das fontes oficiais do governo. Além disso, declarou que adotaria novamente o nome “Mount McKinley” para a montanha no Alasca atualmente chamada Denali.

Reações dos usuários

Usuários do Google Agenda notaram as mudanças e reclamaram em páginas de suporte e redes sociais. Antes mesmo das remoções, o site de suporte da empresa já recebia comentários de pessoas criticando a inclusão dessas datas no calendário.

A remoção das celebrações culturais reflete não apenas uma mudança técnica na gestão do Google Agenda, mas também um cenário político e corporativo em transformação nos Estados Unidos e no setor de tecnologia.

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